Cronicas da vida de um cara que ta cansado

domingo, 28 de julho de 2013

O Papa e as vadias

É engraçado o tanto que algumas feministas defendem seus direitos perante os homens, reclamam dos salários desiguais e do preconceito. Mais engraçado ainda são essas mulheres indo em uma marcha se auto denominando 'vadias' (vadia segundo o dicionário é um pejorativo de mulher que leva vida devassa; vagabunda), se colocando seminuas (ultraje violento ao pudor, Artigo 233 do Código Penal, não que eu discorde) e provocando (assim de graça) milhares de religiosos que se reuniram para ver o comandante Francisco. Tudo bem lutar pelos direitos. Agora é curiosa (e meio burra) a idéia de pessoas lutarem contra ideologias de instituições (que obrigatoriamente, não teoricamente) não influenciam na formação de um país. Estou falando da igreja católica. O ato de levar objetos de sex shop, ultrajar símbolos religiosos, e expor indevidamente sua opção sexual à frente de diversos religiosos não gera mudança de pensamento, gera ódio e repugnância em quem se sente ofendido, que garanto, não foram poucos.

E o papa não perdeu tempo, como bom samaritano e cool que é tocou na ferida dos religiosos do Brasil (le-se protestantes fanáticos). A laicidade do Estado foi defendida pelo religioso como ferramenta de manutenção e convivência de várias religiões no país. Interessante ele falar isso, pois de fato, todo movimento que toma caráter religioso (em essência cristão) no Brasil é amplamente acusado como homofóbico, racista e criminoso; se ainda há na mente manipulada de quem apedreja esses movimentos alguma ideia de que eles sejam errados, estes que se apedrejem. A liberdade de expressão manda lembranças. O Estado laico se legitima somente quando permite que toda e qualquer manifestação de qualquer cunho religioso se manifeste no país. Claro, desde que não infrinjam a própria constituição. Ou seja, se voce planeja efetuar um culto satânico neo-nazista em praça pública, pode não ser uma boa idéia.


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